Adeus as cicatrizes! Laser, silicone e até botox ajudam a eliminar as marcas inconvenientes do corpo – Notícias

Adeus as cicatrizes! Laser, silicone e até botox ajudam a eliminar as marcas inconvenientes do corpo – Notícias
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Hoje em dia, aquela cicatriz incômoda não precisa mais ser carregada para sempre na pele. Graças a progressos nos tratamentos dermatológicos, as cicatrizes mais exacerbadas agora podem ser removidas ou ter seu aspecto bastante reduzido, assegura Fabiane Kumagai, da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Antes de qualquer coisa, entretanto, é importante saber que as cicatrizes são tecidos fibrosos que substituem os tecidos normais abertos em decorrência de cirurgias, queimaduras e outras lesões. O processo de recomposição da pele varia de acordo com as respostas do organismo da pessoa e pode levar à formação de diferentes marcas, de acordo com a médica.

— As cicatrizes podem ser hipertróficas, que são as mais comuns, quando a marca é elevada mas fica restrita ao lugar onde ocorreu o machucado; atróficas, que são cicatrizes mais baixas em relação ao nível da pele; e queloides, que são bastante elevados e excedem o local onde ocorreu a lesão.

Medidas de prevenção

Segundo Fabiane, além do incômodo estético, cicatrizes hipertróficas e queloides podem doer enquanto estão se formando e ainda manter sensibilidade e dor com o passar dos anos. “São respostas intensas do organismo”, ressalta. Atualmente, quem apresenta tendências para a formação desses sinais já pode recorrer a tratamentos preventivos caso vá passar por uma cesárea ou outra cirurgia, por exemplo.

— Dá pra saber se a pessoa tem tendência caso ela já possua uma cicatriz hipertrófica ou queloide em decorrência de uma cirurgia ou de um ferimento prévio. Geralmente, nós usamos o silicone em gel ou em placa logo após os cortes das operações se fecharem. Ele é aplicado sobre a pele como forma de prevenção. Esse silicone interfere na ação dos fibroblastos (células que sintetizam colágeno e outras substâncias) e inibe a possibilidade de a cicatriz ficar grossa. A técnica tem sido usada há cerca de dez anos.

Corticoide, laser e luz pulsada

Para aqueles que já possuem uma cicatriz hipertrófica ou um queloide, a médica explica que um dos tratamentos mais usados é a infiltração de corticoides. O procedimento consiste na injeção do hormônio corticoide no local da cicatriz, com o intuito de reduzir seu volume: “Mas essa técnica pode trazer alguns efeitos colaterais — como, por exemplo, transformar a cicatriz em uma cicatriz deprimida — e, por isso, a medicina passou a buscar novas alternativas”, pondera Fabiana.

Uma dessas novas opções é a Luz Intensa Pulsada, conhecida como LIP, usada no tratamento de cicatrizes há cerca de cinco anos. Nesse caso, o procedimento é feito com o auxílio de um aparelho cuja lâmpada aquece diferentes camadas da pele e reequilibra a produção de colágeno — que dá estrutura e elasticidade aos tecidos. O resultado é uma pele de textura mais uniforme no local onde antes sobressaía a cicatriz. 

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Igualmente moderno é o tratamento com laser fracionado, que também estimula a produção de colágeno, mas causa menos agressões à aos tecidos e garante uma recuperação mais rápida da pele. Com o laser fracionado, é possível ainda aliar o tratamento a remédios que atuam diretamente sobre a cicatriz — a técnica é chamada de drug delivery (ou “entrega de ativos”, em português), conforme explica a médica da SBD. 

— Logo depois do procedimento com o laser diretamente sobre a cicatriz, é possível colocar, na pele, uma medicação para recuperar, clarear ou hidratar o tecido lesado. Essa medicação é entregue nos furinhos feitos pelo laser, dentro do tecido.

Tanto a LIP como o laser fracionado exigem mais de uma sessão para amenizar o aspecto da cicatriz de forma eficiente. Fabiane pondera que as marcas não some completamentem, mas todos os procedimentos suavizam sua aparência, a consistência da pele e os sintomas de dor e coceira. As melhoras já são sentidas logo após a primeira sessão, garante a médica. 

— Eu, geralmente, recomendo de três a cinco sessões, mas aí vai muito do tipo e do tamanho da cicatriz. O preço também depende de uma avaliação individual. O valor depende muito da região do corpo, do tamanho da cicatriz e tipo do laser e da luz pulsada utilizados. 

Da microinfusão ao botox

Nos últimos cinco anos, a médica da SBD conta que a medicina dermatológica passou a oferecer um procedimento para amenizar cicatrizes cujo mecanismo é parecido com o das tatuagens definitivas. É a microinfusão de medicamentos na pele, chamada comercialmente de MMP. O tratamento é feito com um aparelho especial cheio de pequenas agulhas que injetam, somente na área da cicatriz, substâncias como o sulfato de bleomicina. Assim como o silicone, a bleomicina diminui a ação dos fibroblastos e uniformiza a textura da pele. A vantagem sobre os procedimentos com laser a luz pulsada é a possibilidade de tratar diferentes tonalidades de pele, de acordo com Fabiane.

— O uso do laser e da luz pulsada podem ser restritos nas peles bronzeadas e morenas — a alta concentração de melanina favorece as manchas e queimaduras em alguns casos —, enquanto a microinfusão de medicamentos não. Além disso, a microinfusão de medicamentos não necessita do equipamento de emissão de luz ou laser, que têm maior custo. 

Para quem sofre com as marcas decorrentes de acne, a especialista completa que, recentemente, estudos têm mostrado a eficácia da toxina botulínica — mais conhecida como botox — no tratamento de cicatrizes decorrentes de cravos e espinhas. Além de atuar diretamente nas células da cicatriz, a substância diminui a movimentação dos músculos ao redor e acaba por garantir a uniformidade da pele. 

Remoção cirúrgica

Para queloides, cicatrizes hipertróficas muito extensas e principalmente contraturas — aquelas cicatrizes que restringem o movimento de dedos, cotovelos, joelhos e pescoço por conta da junção da pele e dos tecidos subjacentes —, o procedimento recomendado costuma ser a revisão cirúrgica.

Fabiane comenta que a operação, nesses casos, é feita com o intuito de produzir uma nova cicatriz, com a diferença de que o acompanhamento médico vai garantir uma melhor recuperação dos tecidos.

— A técnica é chamada de exérese cirúrgica. Nós retiramos a cicatriz e encaminhamos o paciente, poucos dias depois, para um tipo de radioterapia chamado betaterapia. A betaterapia irradia partículas que diminuem a ação dos fibroblastos e atua como método preventivo para que a nova cicatriz que começa a se formar não apresente sinais de hipertrofia ou se transforme em um queloide.

Benefício além da estética

Independentemente do tipo e do tamanho da cicatriz que você tenha, é importante consultar um médico para saber qual o melhor tratamento a ser feito para amenizar as marcas na pele. Com ajuda profissional e o procedimento mais adequado, os benefícios vão muito além da aparência, garante a médica Fabiane.

— Quem tem um queloide no tronco, por exemplo, chega a evitar roupas de banho em praias e outros locais públicos. No caso das cicatrizes de acne, no rosto, a pessoa pode ter a autoconfiança prejudicada em um momento tão importante da vida que é a adolescência. Os tratamentos, mesmo que não removam completamente as lesões, amenizam o seu aspecto, impulsionando a melhora da autoestima do indivíduo. 

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