Aedes albopictus também carrega o vírus da febre amarela – Notícias

Aedes albopictus também carrega o vírus da febre amarela – Notícias
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Mosquito conhecido como Tigre Asiático vive em áreas rurais e urbanas; Ministério da Saúde avalia capacidade de transmissão





Mais um mosquito é capaz de carregar o vírus da febre amarela: o Aedes albopictus, conhecido como Tigre Asiático. No entanto, ainda está fase de estudo sua capacidade de transmitir a doença.


Os mosquitos infectados foram capturados no ano passado em áreas rurais das cidades de Ituêta e Alvarenga, em Minas Gerais, pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Ministério da Saúde. A informação foi divulgada pelo governo nesta quinta-feira (15).


Diferentemente dos outros vetores da febre amarela, Haemagogus e Sabethes, que são exclusivamente silvestres, o Aedes albopictus vive em área rurais e urbanas. A previsão, segundo o Ministério da Saúde, é que o resultado do estudo saia em 45 dias.


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Segundo o governo, a detecção do vírus no mosquito não significa necessariamente que ele adquira o papel de transmissor da doença.

Estão ainda previstas novas capturas do mosquito.


O Ministério da Saúde informou que esta espécie está presente em quase todo o país e que há competição entre essa as espécies Aedes albopictus e Aedes aegypti, que habita o meio urbano e é transmissor da dengue, zika e chikungunya e potencial transmissor da febre amarela.


Febre amarela silvestre


O governo ressaltou que não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942 e também não há registro de mosquitos Aedes aegypti infectados com o vírus da febre amarela. A doença está sendo transmitida por vetores que vivem em ambientes de mata.


Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além das espécies envolvidas (Haemagogus e Sabethes), é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso, o macaco.



O Ministério da Saúde informou que a probabilidade de transmissão urbana no Brasil é “baixíssima”. Entre os fatores, estão “cobertura vacinais em áreas de recomendação e vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente”.


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Desde julho do ano passado, foram confirmados 407 casos de febre amarela e 118 mortes no país, sendo 183 casos e 26 mortes em São Paulo, 157 casos e 44 mortes em Minas Gerais, 68 casos e 27 mortes no Rio de Janeiro e um caso e uma morte no Distrito Federal. O boletim nacional será atualizado nesta sexta-feira (16).


No mesmo período do ano passado, foram 532 casos e 166 mortes. De acordo com o Ministério da Saúde, até esta quinta-feira (15), 3,95 milhões de pessoas haviam sido vacinadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que corresponde a 19,3% do público-alvo.


A previsão é que sejam vacinadas 20,5 milhões de pessoas no Sudeste, sendo 10,3 milhões em 54 cidades de São Paulo e 10 milhões em 15 cidades do Rio de Janeiro.


Segundo o Ministério da Saúde, devido à baixa procura da população para a vacinação contra a febre amarela, o Estado do Rio de Janeiro prorrogou a campanha. Em São Paulo, a previsão para o término da campanha é neste sábado (17), quando acontece o “Dia D”. O Estado vai avaliar a necessidade de prorrogação da campanha após essa data.


No total, 2,7 milhões de paulistas foram vacinados, o que representa 26% do público-alvo, sendo 2,6 milhões de pessoas com a fracionada e 99,8 mil com a padrão.


Na Bahia, a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela terá início na próxima segunda-feira (19). O Estado pretende vacinar 3,3 milhões de pessoas em oito cidades.



 



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