Arqueólogos dizem ter solucionado mistério sobre ‘múmia que grita’ encontrada há mais de 100 anos | Ciência e Saúde

Arqueólogos dizem ter solucionado mistério sobre ‘múmia que grita’ encontrada há mais de 100 anos | Ciência e Saúde
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Sua expressão de espanto e dor tem sido a fascinação dos arqueólogos, que há mais de um século tentam resolver o enigma da chamada “múmia que grita”: quem era este homem e por que seu corpo foi embalsamado com o rosto assim?

Nos últimos dias, um grupo de arqueólogos egípcios, liderados por Zahi Hawass, disse que a múmia, encontrada em 1881 e tecnicamente conhecida desde então como “homem desconhecido E”, era realmente Pentaur, o filho que conspirou contra o pai, o faraó Ramsés 3º, para ficar com o trono.

Até agora, nenhuma outra autoridade científica confirmou as descobertas de Hawass e de sua equipe.

Na semana passada, a “múmia que grita” começou a ser exibida no Museu Egípcio, no Cairo.

Além de revelar o parentesco da múmia com Ramsés 3º, os pesquisadores, com a ajuda de papiros do Museu Egípcio de Turim, na Itália, asseguram ter desvendado a trama de traição e conspiração que ocorrida cerca de 3 mil anos atrás nas altas esferas de poder do império egípcio.

O pesquisador relata que quando a “múmia que grita” foi encontrada, em 1881, houve outros detalhes que chamaram a atenção dos arqueólogos – além, é claro, do espanto apresentado por sua expressão.

E ficaram no ar várias perguntas: por que esse homem havia sido enterrado no lugar exclusivo para reis, mas ao mesmo tempo foi vestido com roupas que os egípcios consideram impuras?

O Projeto de Múmias Egípcias se dedicou a escanear ambas as múmias e estabeleceu duas coisas. Uma, que Ramsés 3º havia sofrido um sério ataque com faca que destroçou sua coluna cervical. E a outra, que a “múmia que grita” apresentava sinais de ter sido enforcada.



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