Chikungunya atrasa aprendizado de bebê: ‘Minha filha só deu os primeiros passos com mais de 1 ano’ – Notícias

Chikungunya atrasa aprendizado de bebê: ‘Minha filha só deu os primeiros passos com mais de 1 ano’ – Notícias
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Bebê sofre aos 8 meses com dores nas articulações; pedagoga relata dores e manchas pelo corpo

Era agosto do ano passado quando a pequena Maria Alice completava 8 meses e estava prestes a entrar na fase de começar a engatinhar. Mas o diagnóstico da febre Chikungunya, que atingiu grande parte da população cearense nos últimos meses, surpreendeu a todos da família. “Essa etapa da vida dela foi retardada em quatro meses e o caminhar, em seis. Ela só começou a andar com um ano e dois meses porque o joelho e as articulações doíam”, diz a mãe de Maria Alice, a jornalista Maraelyse Benício, de 26 anos.

A família estava no meio de uma viagem quando Maria Alice começou a ter febre entre 38,5ºC e 39°C, explica Maraelyse.

— Como eu viajo sempre com todos os remédios, a gente entrou em contato com a pediatra e eu mediquei ela, mas a febre não passava de jeito nenhum. Aí nós decidimos voltar pra Fortaleza e fomos para um hospital. Ela fez os exames, mas como não sai no mesmo dia, ela voltou para casa. No outro dia à tarde, já começaram a aparecer bolhas no corpo todo e aí eu voltei para o hospital.

A mãe ainda conta que, quando viu o corpo cheio de bolhinhas, pensou que ela tinha uma doença que se chama síndrome da pele escaldada. As bolhas na pele ocorreram com diversos outros bebês no Ceará. Tanto que em dia 18 de março, a Socep (Sociedadade de Pediatria do Ceará) emitiu um alerta para a comunidade médica sobre os novos casos de febre Chikungunya.

— Ela internou minha filha na hora. A Maria foi a primeira criança a apresentar esses sintomas aqui no Estado, tanto que ela foi objeto de estudo para todos os médicos.

Além das bolhas no corpo e das dores nas articulações, a doença também deixou a imunidade da bebê muito baixa e, de acordo com Maraelyse, a pequena Maria Alice precisou passar seis dias usando uma pomada na pele e tomando antibiótico.

— Ela ficava enfaixada o dia todo e eu passava 24 horas por dia com ela no soro. Pra ir tomar banho, qualquer coisa tinha que ser com o soro, porque o tratamento é a hidratação. Ela até tentava engatinhar, mas ela sempre recuava. A médica disse que isso era reflexo da doença.

Hoje, Maria tem um ano e seis meses, apresenta sequelas das bolhas no corpo, mas, a cada banho, a mãe dela passa um repelente que ajuda na hidratação e a protege dos mosquitos por até dez horas.

— Ela ainda tem muitas manchinhas na pele, mas o mais grave mesmo foi essa questão do engatinhar e do caminhar, que foram reflexos da doença. Essas manchinhas vão desaparecer quando ela for crescendo e a pele dela for esticando.

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“Achei que era hérnia de disco”

A pedagoga Vanessa Araripe Pereira de Holanda, de 40 anos, também foi uma das pessoas que foi diagnosticada com Chikungunya no Ceará. Ela conta que começou a sentir fortes dores nos calcanhares, nas pernas e na região baixa das costas há cerca de um mês.

— Eu até achei que era um problema de hérnia de disco que eu já tive que estava voltando, mas quando eu estava chegando no hospital eu comecei a ter febre e ficar com o corpo todo manchado. Quando eu fiz exames, as minhas plaquetas estavam um pouco baixas, o que já indicava que eu estava com alguma infecção.

O resultado fez com que o médico receitasse analgésicos para Vanessa e pedisse que ela voltasse depois de sete dias para fazer o exame de sorologia de Chikungunya.

— Nesse período eu fiquei com os meus gânglios muito inchados, parecia que eu estava com caxumba. Na região das axilas, ficou tudo muito inchado. Eu fiquei manchada dos pés à cabeça e com muitas dores nas articulações, principalmente na região do calcanhar. Eu não conseguia nem colocar os pés no chão para andar.

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Vanessa já voltou a trabalhar, mas ainda está com a doença e afirma que ainda precisa continuar o acompanhamento por três meses e não são todas as atividades que ele consegue realizar normalmente.

— Não consigo fazer atividade física e outras atividades como ir ao supermercado porque eu tenho que ficar muito tempo em pé e depois os pés ficam inchados.

*Caíque Alencar, do R7



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