Criança também tem depressão. Saiba identificar os sinais da doença – Notícias

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Pais devem se atentar ao comportamento dos pequenos, pois eles não sabem se expressar

Em 13 Reasons Why, série recém-lançada pelo Netflix que está repercutindo nas redes sociais, a adolescente Hannah Baker comete suicídio após deixar pistas de que algo não estava bem. A jovem desmorona na frente de todos, sem que ninguém percebesse. O caso dela é muito comum e ocorre frequentemente em todos os lugares do mundo. De acordo com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde, a depressão pode acometer qualquer pessoa em qualquer fase da vida.

Se diagnosticar o problema na adolescência já é difícil, imagine na infância, já que, na maioria dos casos, as crianças têm mais dificuldade em expressar seus sentimentos. O psiquiatra e especialista em psiquiatria-geral pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) Mario Louzã explica que os pais e professores devem justamente se atentar aos sinais corporais para identificar o problema.

— Diferente do adolescente, que tem capacidade verbal mais sofisticada e consegue se comunicar mais, a criança não é capaz de expressar sentimento de tristeza, desesperança e culpa, e nem tem vocabulário para isso. Por isso, é necessário ficar atento ao comportamento. Se a criança está mais parada, mais isolada, se não sorri, não brinca, não se diverte assistindo a desenhos animados na televisão, ou, às vezes se irrita ou fica nervosa sem razão aparente. Essas são formas indiretas de perceber que a criança não está bem.

Segundo o especialista, entre a população que tem depressão no mundo, cerca de 2% são de crianças, com idades entre 0 e 12 anos. A incidência é mais rara antes dos quatro anos, mas pode acontecer. Já entre os adolescentes com idade entre 12 e 18 anos, o percentual é de 5%.

O adolescente, teoricamente, pode expressar melhor os sentimentos de tristeza e angústia. O problema é que, muitas vezes, ele esconde isso, explica Louzã. 

— Nessa época da vida, ele não entende que essas sensações não fazem parte do momento. No início, há resistência de autoafirmação. Eles não aceitam que estão doentes porque se acham o máximo e podem até se abrir com alguns amigos mais próximos, mas, dificilmente, marcarão uma consulta ou procurarão ajuda. Apenas no fim da adolescência que podem perceber isso. Além disso, por se irritarem e ficarem nervosos, essas atitudes podem ser confundidas com a própria “aborrecência”. As pessoas demoram mais para se dar conta de que o comportamento do adolescente não está normal.

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Nesta sexta-feira (7), é lembrado o Dia Mundial da Saúde, a OMS (Organização Mundial da Saúde), deu início a uma campanha sobre depressão. Como o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”, em português), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências. Mesmo que seja de forma leiga, sem informações factuais, séries como 13 Reasons Why, podem ajudar divulgando o tema depressão, sem criar o estigma, afirma o psiquiatra.

— As séries, as novelas e a mídia em geral, que representam algum problema ou transtorno mental, fazem com que as pessoas saibam que aquilo existe. Nesse sentido, elas colaboram com a ideia da OMS, que é justamente falar sobre o assunto.

Situações como luto, perda de algum ente querido, separação dos pais, também podem desencadear depressão em crianças e adolescentes porque eles têm dificuldade de elaborar essas emoções. O excesso de atividades praticadas por crianças e adolescentes também deve, ser um ponto a ser verificados pelos pais, explica o especialista.

— De modo geral, excesso de atividades os deixam estressados. Mas somente isso não seria a causa da depressão porque crianças e adolescentes têm energia para gastar. O problema é quando esse excesso não traz nenhum prazer. É como se a criança ou adolescente estudasse o dia todo, sete dias por semana. Tem que encaixar nessa rotina atividades de lazer que ele gosta, como joga bola, nadar etc.

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