Flebite: o que é e o que causa? Veja 10 dicas para se prevenir

Flebite: o que é e o que causa? Veja 10 dicas para se prevenir
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Varizes são problemas bem comuns que acometem as pernas das pessoas, independentemente da idade e do sexo. Contudo, esta não é a única doença que atinge os membros inferiores dos indivíduos. A flebite, ou como também é conhecida por tromboflebite, é um outro problema, muito mais comum do que se imagina.

De acordo com a cirurgiã vascular e angiologista, Aline Lamaita, existem dois tipos de flebite, a superficial e a profunda. No primeiro caso, trata-se de uma inflamação nas veias visíveis e é mais simples de resolver pois só requer medicamentos e repouso. Já no segundo caso, a situação é mais delicada pois o problema atinge o sistema venoso profundo, causando dores fortes e sensação de peso nas pernas.

“Nas flebites superficiais não há músculos comprimindo as veias, que façam o trombo (coágulo) desprender-se, então elas raramente causam embolias. No entanto, o trombo pode migrar para o sistema profundo e provocar embolias à distância. A situação é, pois, mais grave nas flebites que acometem as veias profundas”, alerta a especialista que também é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia.

Conheça os riscos, sintomas e dicas de como se prevenir de flebite

Foto: depositphotos

Flebite: causas, sintomas e tratamentos

Este problema de saúde, apesar de atingir qualquer pessoa, é mais comum entre as mulheres. Normalmente, esta doença é causada pelo fluxo de sangue mais lento, formando uma coagulação no sangue e um dano no local da veia. No caso da flebite profunda, ela pode aparecer após cirurgias, em indivíduos com idade superior a 60 anos, pacientes portadores de câncer ou com diagnóstico de varizes, mulheres que usam anticoncepcionais, gestantes e pessoas que fumam ou que passam muito tempo sentadas ou em pé.

Diante destas situações, o indivíduo pode apresentar pernas inchadas, doloridas, avermelhadas e aquecidas. Ao sentir estes sintomas, o paciente deve procurar um médico, para ter o diagnóstico correto. Além de exames físicos, o especialista pode pedir outras formas de comprovação. “A ultrassonografia ajuda a diagnosticar os coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo. Quando há uma tromboflebite superficial, ao apalpamento encontra-se uma corda dura por baixo da pele, é o sangue coagulado no interior da veia e, assim, o diagnóstico fica mais óbvio”, comenta Aline.

Uma vez diagnosticada, é ideal iniciar o tratamento para eliminar a flebite. No caso do tipo superficial, a médica explica que é comum a doença desaparecer espontaneamente, mas claro se o paciente seguir as recomendações que incluem ficar de repouso com pernas e braços elevados e aplicar compressas mornas e úmidas nas regiões.

Porém, se o problema não for solucionado com tais técnicas, o médico deverá intervir. “Pode-se administrar analgésicos para aliviar a dor e anti-inflamatórios para diminuir a inflamação, além de meias elásticas e a indicação de caminhadas. Em alguns casos, os anticoagulantes podem ser recomendáveis, para impedir ou deter a formação de trombos”, oriente a cirurgiã vascular.

Como prevenir a flebite?

Para prevenir o surgimento da flebite, a especialista recomenda algumas mudanças de hábitos. Se seguidas corretamente, os indivíduos podem não desenvolver este tipo de problema. São elas:

1. Atenção com viagens prolongadas. O mais correto é movimentar-se, pelo menos, a cada duas horas para melhorar a circulação;

2. Além das viagens, é importante se preocupar com movimentos também no trabalho ou em casa, evitando ficar na mesma posição por muito tempo;

3. Hidratar-se é outra forma de cuidar da saúde, pois ela auxilia na desagregação plaquetária e com isso pode ajudar a evitar o surgimento de trombos;

4. Roupas que apertam podem comprometer a circulação, por isso é preferível usar looks mais confortáveis, que não apertem braços e pernas;

5. Eliminar os fatores de risco ajuda a evitar a flebite, por isso é importante abandonar o tabagismo, sedentarismo, obesidade. Além de iniciar a prática de caminhadas;

6. O sal é inimigo da pressão arterial, mas não apenas dela. O excesso de sódio pode provocar a retenção de líquidos e, com isso, o coração, o fígado e os rins trabalham acima das suas possibilidades, provocando o aumento de problemas circulatórios. Por isso, é indicado a substituição de sal por ervas aromáticas;

7. Gorduras saturadas, presentes nas carnes vermelhas e em laticínios, são contraindicadas para quem deseja fugir da flebite. Em substituição a elas, é preferível optar pelas poli-insaturadas pois elas reduzem a viscosidade do sangue, promovendo maior fluidez da corrente sanguínea. Desta forma ajudam na regulação da pressão arterial, a vasodilatação e a coagulação;

8. O calor também pode prejudicar a saúde dos vasos, umas vez que, quando alguém é submetido a um calor excessivo ou muito prolongado, ele pode sofrer com a vasodilatação, originando inchaço, sensação de peso, cansaço e dor;

9. Abusar das conservas é outra atitude que deve ser evitada, incluindo molhos, queijos, peixes, sopas, carnes e outros pré-cozidos;

10. Produtos que aumentam a pressão arterial devem ser evitados, pois sobrecarregam os órgãos, são exemplos disso as bebidas alcoólicas e a cafeína.



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