Museu de Paris inaugura exposição com esqueleto inédito de Tiranossauro Rex; fotos | Ciência e Saúde

Museu de Paris inaugura exposição com esqueleto inédito de Tiranossauro Rex; fotos | Ciência e Saúde
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Um dos mais belos esqueletos de Tiranossauro Rex do mundo ficará exposto a partir desta quarta-feira (6) em Paris, na França. Olhos nos olhos e boca aberta, o encontro com o enorme carnívoro em posição de ataque se revela à altura de sua terrível reputação.

Trix, que viveu cerca de 30 anos, é uma fêmea dinossauro de 4 metros de altura e 12,5 metros de comprimento. Esta é a primeira vez que a França expõe um esqueleto real de T.Rex.

O Museu de História Natural preparou uma área especial na Galeria de Mineralogia e Geologia para a exposição “Um T.Rex em Paris” – o esqueleto fica disponível no local até 2 de setembro deste ano.

A boca do T.Rex está posicionada na altura dos visitantes, com a cabeça levemente inclinada para o público, destacando as muitas vértebras de seu pescoço, entre o crânio gigantesco (1,50 metros de comprimento) e sua caixa torácica abissal.

A posição do animal, como se fosse saltar sobre o público, a meia-luz e os rugidos ajudam a criar o ambiente. Seu rabo, que fica a 4 metros de altura, dá uma ideia do que seu balanço poderia produzir.

Este fóssil quase completo e incrivelmente bem preservado permite ao visitante ver em detalhes a matéria e as nuances de cor dos ossos, apesar de seus 67 milhões de anos.

E como em face de um objeto de arte que se descobre depois de ter visto cópias, a perfeita montagem de seus cerca de 250 ossos, capazes de suportar uma massa de quase 9 toneladas, desperta grande emoção.

Trix é “uma obra da natureza, uma obra-prima”, explica Bruno David, presidente do Museu Nacional de História Natural.

“Esqueletos de T.Rex como este só foram encontrados três ou quatro em 200 anos”.

Descoberta em 2013 em Montana, nos Estados Unidos, por uma equipe de paleontólogos do Museu Natural da Holanda, a “senhora dinossauro” teve uma vida agitada.

Ela foi uma verdadeira guerreira: seu esqueleto revela marcas de combates, assim como doenças crônicas.

No maxilar inferior, três buracos visíveis “correspondem a uma mordida, provavelmente de outro tiranossauro”, explica o curador da exposição e paleontólogo do museu, Ronan Allain.

Também destacam-se as marcas de uma infecção grave que corroeu um osso de seu focinho, enquanto aparentemente sofreu quatro fraturas nas costelas.

A exposição inclui fósseis, registros cronológicos e filmes que ajudam a construir o universo de Trix no período do Cretáceo Superior.

O museu também “montou” para a ocasião um Edmontossauro preservado em partes há mais de um século. Mesmo com seus 10 metros de comprimento, suas três fileiras de dentes e seu bico-de-pato, esse dinossauro herbívoro não era mais que “um grande coelho” para o apetite carnívoro do T-Rex.

As crianças, grandes admiradoras dos dinossauros, também poderão tentar fugir de Trix pedalando, dançar com esses animais e até mesmo testemunhar um ovo figurativo rachando.



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