Na África e em parte do Cone Sul, eclipse solar forma ‘anel de fogo’ | Ciência e Saúde

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Fenômeno foi visto com plenitude no sul da Argentina e no Chile. No Brasil, dia nublado frustrou.

Eclipse solar é visto neste domingo (26) em Coyhaique, no Chile (Foto: REUTERS/Stringer)Eclipse solar é visto neste domingo (26) em Coyhaique, no Chile (Foto: REUTERS/Stringer)

Eclipse solar é visto neste domingo (26) em Coyhaique, no Chile (Foto: REUTERS/Stringer)

O eclipse solar anular deste domingo (26) formou um “anel de fogo” em volta da Lua e emocionou observadores na África e em parte do Cone Sul. No sul da Argentina e no Chile o fenômeno foi visto com plenitude, provocando momentos de escuridão em plena manhã e gerando aplausos entre rituais místicos, antes de ser apreciado no centro da África. No Brasil, no entanto, o dia nublado frustrou quem esperava observar o eclipse solar parcial.

O eclipse solar anular acontece quando a Terra, a Lua e o Sol se alinham. Ele dura cerca de duas horas, mas, o alinhamento total, menos de um minuto. Mesmo quando estão perfeitamente alinhados, a Lua está tão longe da Terra que não consegue encobrir totalmente o Sol, o que cria a impressão de um anel de fogo.

Primeiro eclipse solar de 2017 acontece neste domingo (26) (Foto: Reprodução/ Arte/ TV Globo)Primeiro eclipse solar de 2017 acontece neste domingo (26) (Foto: Reprodução/ Arte/ TV Globo)

Primeiro eclipse solar de 2017 acontece neste domingo (26) (Foto: Reprodução/ Arte/ TV Globo)

Este eclipse, que foi o primeiro de 2017, começou em pleno coração do Oceano Pacífico ao nascer do Sol, e alcançou o continente sul-americano pela cidade chilena de Coyhaique.

Na Argentina, durante 44 segundos, às 10h44, centenas de curiosos e turistas se emocionaram ao ver um anel vermelho muito nítido que rodeou a Lua. A visibilidade do fenômeno esteve ameaçada minutos antes pelas nuvens na província patagônica de Chubut, mais de 1.900 km ao sul de Buenos Aires.

Eclipse solar anular é visto neste domingo (26) perto da cidade de Sarmiento, na Argentina (Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP)Eclipse solar anular é visto neste domingo (26) perto da cidade de Sarmiento, na Argentina (Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP)

Eclipse solar anular é visto neste domingo (26) perto da cidade de Sarmiento, na Argentina (Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP)

Com lentes especiais ou simples acessórios artesanais criados com papel e cartão, os amadores esperaram desde cedo o espetáculo, que alguns experimentaram ouvindo música eletrônica e outros com os sons intensos das tigelas tibetanas de meditação.

Com ventos de até 60 km/h, o fenômeno começou depois das 9h23, principalmente na província de Chubut, onde se observou uma clara descida da maré, como se fosse noite.

Pessoas se preparam para observar o esclipse solar deste domingo (26) na província de Chubut, Argentina (Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP)Pessoas se preparam para observar o esclipse solar deste domingo (26) na província de Chubut, Argentina (Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP)

Pessoas se preparam para observar o esclipse solar deste domingo (26) na província de Chubut, Argentina (Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP)

Em Sarmiento, uma cidade petroleira da Patagônia com cerca de 11 mil habitantes, centenas de amadores observaram o ocultamento do Sol com 97% de plenitude, segundo especialistas. Alemães, espanhóis e uma grande maioria de argentinos viajaram a esta terra remota, árida e fria.

A previsão era de que o fenômeno seria visto em uma faixa de 100 km que incluía Chile, Argentina, Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo.

Às 15h15 GMT, o fenômeno começou a ser observado na África, primeiramente em Angola e, depois, em Zâmbia e República Democrática do Congo.

Pessoas observam eclipse solar neste domingo (26) em Coyhaique, no Chile (Foto: REUTERS/Stringer )Pessoas observam eclipse solar neste domingo (26) em Coyhaique, no Chile (Foto: REUTERS/Stringer )

Pessoas observam eclipse solar neste domingo (26) em Coyhaique, no Chile (Foto: REUTERS/Stringer )

Em Luanda, capital de Angola, o eclipse foi observado por um público reduzido, mas fascinado.

“É um fenômeno que acontece poucas vezes, por isso viemos em família”, disse Timoteo Mputu.

“É a primeira vez que asssisto a este fenômeno. Estou muito feliz, mas não consigo ver muito bem, porque meus olhos doem”, comentou Providencia Luzolo.

Depois de atravessar a Argentina e antes da África, o eclipse foi visível no Atlântico Sul, para “navios que estivessem no local e no momento adequados”, disse à AFP Terry Moseley, da Associação Astronômica Irlandesa (IAA).

Visão do eclipse em São Paulo foi prejudicada por nuvens (Foto: Reprodução/GloboNews)Visão do eclipse em São Paulo foi prejudicada por nuvens (Foto: Reprodução/GloboNews)

Visão do eclipse em São Paulo foi prejudicada por nuvens (Foto: Reprodução/GloboNews)



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