Número de mortes por febre amarela em Minas chega a 110 – Notícias

Número de mortes por febre amarela em Minas chega a 110 – Notícias
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A Ses (Secretaria de Estado de Saúde) informou, na tarde desta terça-feira (14), que o número de mortes provocadas por febre amarela em Minas Gerais, em 2017, chegou a 110. De acordo com a pasta, ainda existem outros 191 óbitos em investigação. 

O estado lidera o número de casos da doença que tem o maior surto desde 1980, no país. O Governo mineiro informou que, até o momento, 310 doentes foram diagnosticados com febre amarela. Os casos estão distribuídos em 51 cidades mineiras, sendo a maior parte delas, da região leste do estado. O último balanço, divulgado na sexta-feira (10), apontava 288 pessoas doença.

As pesquisas indicam que 85% dos contaminados com a doença são homens. Em relação aos casos que chegaram a óbito, o perfil de 89,1% das vítimas é de homem, com idade média de 45,3 anos. Embora o número de novas ocorrências tenha apresentado aumento a cada novo balanço oficial, a Ses informou que o número de contaminação tem caído. Segundo a Secretaria, a maioria dos casos suspeitos tiveram início dos sintomas entre os dias 08 e 21 de janeiro.

Morte de macacos

O levantamento divulgado pela Ses aponta que o número de municípios que encontraram macacos mortos com febre amarela aumentou de 94 para 101. Em Belo Horizonte, 16 animais foram recolhidos, mas de acordo com SMSA (Secretaria Municipal de Saúde), a doença foi confirmada em dois deles. O último foi encontrado na região oeste, próximo ao campus do Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) no último dia 6. A instituição de ensino chegou a ser fechada para aplicação de inseticidas. Embora exista as notificações envolvendo os micos, até o momento, não há registro de seres humanos infectados na capital mineira.

Saiba quem deve se vacina

A SMSA ressalta que os macacos não transmitem febre amarela e, assim como os humanos, são vítimas. A doença é transmitida para humanos quando um mosquito das espécies Haemagogus e Sabathes picam a pessoas após picar um primata não humano contaminado. Desse modo, a morte de macacos é um indicador importante de possíveis áreas de proliferação às quais o poder público deve voltar as atenções. Em ambiente urbano, a doença também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti. Em Minas Gerais, até o momento, não há relato de contaminação em áreas urbanas.



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