Observatório internacional de astronomia ESO suspende participação do Brasil | Ciência e Saúde

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Very Large Telescope, que fica no Chile, é considerado o instrumento óptico mais avançado do mundo (Foto: ESO/F. Kamphues)Very Large Telescope, que fica no Chile, é considerado o instrumento óptico mais avançado do mundo (Foto: ESO/F. Kamphues)

Very Large Telescope, que fica no Chile, é considerado o instrumento óptico mais avançado do mundo (Foto: ESO/F. Kamphues)

O ESO (Observatório Europeu do Sul), entidade dedicada à pesquisa em astronomia, decidiu suspender a participação do Brasil. A suspensão ocorreu pela demora do país em efetivamente confirmar a sua entrada no consórcio.

A decisão da entidade, aprovada em conselho, foi divulgada nesta segunda-feira (12). Com ela, cientistas brasileiros podem perder o acesso aos telescópios do ESO.

Também indústrias brasileiras perdem o direito de participar de concorrências para fornecer insumos para o consórcio.

Um acordo entre o ESO e o Brasil foi assinado em 2011 e o país foi declarado “membro em ascensão”, mas ainda faltava que o acordo fosse definitivamente ratificado pelo Congresso Nacional.

Pela parceria atual, pesquisadores poderiam acessar as instalações do observatório, mas o país não fazia parte do conselho diretivo.

O Observatório é uma associação de 14 países que há 50 anos opera no Chile — uma das principais instalações do observatório é o “Very Large Telescope”, tido como o instrumento óptico mais avançado do mundo.

A ESO diz, no entanto, que os projetos em andamento serão inalterados e que uma renegociação da volta do Brasil ao projeto será bem-vinda.

“O Conselho do ESO reitera que o Brasil continua a ser um valioso parceiro potencial do ESO e deseja acolher o Brasil como Estado Membro no futuro”, finaliza a nota.



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