Pernilongos de SP ficam ‘bombados’, resistentes e até sobem de elevador – Notícias

Pernilongos de SP ficam ‘bombados’, resistentes e até sobem de elevador – Notícias
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Maiores e adaptados a inseticidas, eles criam nichos dentro de casa, como fossas de elevador e armários, onde entram para fazer a digestão

Pernilongos de SP ficam ‘bombados’, resistentes e até sobem de elevador



Os pernilongos de São Paulo estão “bombados”, resistentes a inseticidas e alcançam andares altos por meio do elevador.


“Ele está ficando maior porque está se alimentando bem. E quando comparado com o Aedes aegypti, que é bem menor, o Culex, o pernilongo doméstico, parece um monstro”, explica a entomologista Maria Anice Sallum, professora do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP.


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Marrom escuro e mais barulhento que os demais, o Culex, como todo mosquito, costuma ficar perto de seu alimento. No caso, o sangue humano. “Ele não escolhe ficar próximo ao ouvido intencionalmente. Procura as áreas que estão descobertas”, explica a professora.


Além de rios poluídos e “esconderijos” urbanos, como calhas entupidas e calçadas quebradas, os pernilongos domésticos buscam nichos para procriarem dentro das residências.


Por essa razão, muitas vezes telar as janelas não é o suficiente para se proteger contra eles. “Após picar, eles se escondem em armários porque são ambientes escuros, sem movimento e sem corrente de vento, excelentes para fazer a digestão”, diz.


Ao saírem do armário, o caminho esperado é o ralo. É ali – ou em outros locais similares da casa com acúmulo de água, como vasos de plantas – que elas produzem os ovos. Lembrando que apenas as fêmeas picam.


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Portanto, não é preciso ser vizinho do rio Pinheiros, considerado um dos principais focos de pernilongos em São Paulo, para sofrer com o ataque de pernilongos. Também não é necessário morar em casa. Eles alcançam altos andares de apartamentos de uma forma bem simples: sobem pelo elevador. “Há água acumulada na fossa do elevador. Os pernilongos também voam de um apartamento para outro”, afirma.


Inverno quente e seco favorece aumento de ataque


De acordo com a entomologista, os pernilongos domésticos estão mais resistentes, ou seja, já de adaptaram aos inseticidas comerciais. Entre os meios para combatê-los, ela menciona as armadilhas. Por meio da luz ultravioleta, atraem e matam os pernilongos. As armadilhas são vendidas em lojas especializadas em produtos de controle de insetos.


Vale ressaltar que a forma mais eficaz de combater os pernilongos é por meio da eliminação dos criadouros. “Os inseticidas, como o ‘fumacê’, utilizado para pulverizar as margens do rio Pinheiros, devem ser utilizados somente em caso de epidemia. No caso de desconforto, como ocorre agora, a medida é tomar os devidos cuidados dentro da própria casa”, afirma. 


Há um aumento do ataque de pernilongos domésticos neste inverno porque as condições climáticas – tempo quente e seco – impedem que as larvas morram. Pelo contrário, a falta de chuva torna os criadouros mais estáveis, ricos em matéria orgânica, favorecendo o desenvolvimento das larvas, o que resulta em uma maior quantidade de mosquito.


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