Professor larga cigarro com ajuda de aplicativo: “Voltei a sentir o gosto da comida” – Notícias

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Conheça histórias de quem superou o vício; melhora no paladar é efeito sentido no curto prazo

Na luta contra o cigarro, a tecnologia foi a arma do professor Luiz Armando Pádua, de 56 anos, na batalha contra o cigarro. Quando decidiu parar de fumar, há quatro meses, Pádua pesquisou sobre aplicativos que pudessem ajudar na rotina longe do vício. Decidiu usar um app que mostra não só o número de cigarros que o usuário deixa de colocar na boca, como o dinheiro economizado na empreitada. Deu certo: desde então, o professor não dá uma tragada sequer.

Depois de fumar por mais de três décadas, Pádua resolveu dar um basta na situação por conta da idade.

— Conforme o tempo passa, você começa a ficar mais preocupado com a saúde. Eu já não sentia o mesmo prazer de antes ao colocar um cigarro na boca. Além disso, havia sido diagnosticado com pressão alta.

Pádua, que consumia pouco mais de um maço por dia, relata que a interrupção do vício em sua vida foi abrupta, sem recorrer à técnica de fumar menos até a parada completa. Os dados mostrados pelo app, por sua vez, serviram como um choque de realidade.

— O que me impressionou mais não foi o valor que eu estava evitando gastar, mas a quantidade de cigarros que eu estava deixando de fumar. Eu pensava em todos eles colocados em uma mesa, 100, 200 cigarros juntos, a imagem era assustadora. Antes, eu não tinha uma noção do todo. Era sempre um maço por vez. Ter a perspectiva completa foi a maior motivação para não voltar.

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Para o professor, o período mais difícil do processo se deu entre o 3º e o 4º dias depois do abandono do vício, quando a nicotina já não está mais presente no organismo e as crises de abstinência se acentuam.

— Eu já tinha tentado parar antes, cheguei até a usar o adesivo de nicotina, mas fumava de novo em situações de estresse. Dessa vez, acho que o mais importante para não ter recaídas foi a tomada de consciência de que eu realmente não queria mais aquilo para mim. Na minha opinião, isso compõe 50% do processo. Os outros 50% são as informações, as pessoas te mostrando que o cigarro faz mal.

Nesses quatro meses longe do vício, Pádua já notou melhoras em sua respiração e a volta do paladar e do olfato, antes impregnados pela nicotina. “Voltei a sentir o gosto da comida. O mais engraçado é quando me aproximo de fumantes e sinto o odor do cigarro. Penso comigo: ‘Então meu cheiro era esse’”, ri.

Câncer na família foi motivação

No caso da psicóloga Marcia Martins, de 50 anos, a decisão de abandonar o vício foi motivada por um diagnóstico de câncer de pulmão na família. “Foi um baque muito grande pra mim. Nessa situação, fiz a promessa de que pararia de fumar”, explica. Desde o último cigarro — ela chegava a consumir um maço por dia — já se passaram três meses.

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Marcia diz que essa é a terceira tentativa de largar o vício em sua vida — a única, entretanto, impactada pelo contato próximo com os danos que o cigarro pode causar à saúde de uma pessoa.

— Eu sempre ouvi de psicólogos e psiquiatras que esse tipo de atitude [parar de fumar] geralmente é motivado por um clique, uma tomada de consciência importante, mas ninguém sabe quando ele vem. No meu caso, foi precedido por todos os alertas, pelo conhecimento de que eu não estava fazendo bem à minha saúde. E aí veio esse diagnóstico de câncer de pulmão na minha família, que sustentou minha decisão.

A parte mais difícil do processo, de acordo com a psicóloga, tem sido lidar com a ansiedade: “Me sinto levantando um troféu a cada dia”, pondera. Os efeitos positivos, por outro lado, compensam o esforço.

— A tosse foi a primeira a ir embora. Já me sinto bem mais disposta, não tenho mais aquele cansaço de antes. A pele também parece muito melhor. É uma sensação de bem estar fora do comum.



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