Radiação: Crianças podem fazer exames de raio-X e tomografia?

Radiação: Crianças podem fazer exames de raio-X e tomografia?
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Quando ocorre alguma fratura ou pancada na cabeça, por exemplo, os médicos recomendam esses tipos de avaliações

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas que se expuseram à radiação nas últimas quatro décadas aumentou. Isso aconteceu graças ao aumento do acesso a exames especializados, bem como a cobertura dos planos de saúde. E você, já fez algum exame de tomografia computadorizada?

Por meio dele é possível obter imagens internas do nosso corpo capturadas por várias imagens de raios-X de alta resolução que são processadas pelo computador. Por se tratar de raio-X, algumas pessoas têm dúvidas em relação à influência dele no nosso organismo e quando se trata de crianças, a incógnita é ainda maior.

Não é comum a prescrição de uma tomografia computadorizada ou de um simples raio-X para a meninada. Entretanto, quando ocorre alguma fratura ou pancada na cabeça, por exemplo, os médicos recomendam esses tipos de avaliações.

Radiação: Crianças podem fazer exames de raio-X e tomografia?

Foto: depositphotos

Efeitos do Raio-x e tomografia em crianças

Segundo Donald Frush, diretor do Duke Medical Radiation Center localizado nos Estados Unidos, “em doses muito altas, esse tipo de radiação pode ter efeitos como queda de cabelo e vermelhidão na pele”. Portanto, é fundamental que os pais busquem informações a respeito de cada exame pois eles contêm radiação ionizante.

O pediatra brasileiro Filipe Maia compartilha da mesma opinião médica. “O exame clínico é fundamental e, na maioria das vezes, é suficiente para definir o diagnóstico do paciente. Se, depois de um bom exame clínico, o médico julgar necessário solicitar um exame de imagem para concluir o diagnóstico, ele fará isso de forma coerente. Isso vale para pacientes adultos e pediátricos”, explica o especialista.

Entretanto, o médico não descarta a prescrição desse tipo de exame, quando há necessidade de salvar uma vida, mesmo que a radiação possa influenciar no desenvolvimento dela.

“Os pais devem se sentir sempre à vontade para perguntar ao médico solicitante tudo o que quiserem saber sobre a escolha de determinado procedimento, como a dose de radiação que será ajustada, eventuais riscos de curto e médio prazo, especificidades de cada exame que a criança terá de fazer, bem como a forma ideal de preparo em cada etapa. Vale lembrar que a dose usada no exame de uma criança de cinco anos é bem diferente daquela usada num bebê de colo”, ressalva Maia.

O pediatra lembra que, quando for inevitável, os pais devem exigir que o médico tome nota de todas as informações sobre os exames aos quais as crianças foram submetidas, como o tamanho da dose, a duração, entre outras informações referentes ao raio-X e tomografia computadorizada. “Só assim será possível controlar melhor o nível de radiação a que a criança foi exposta e dimensionar seus possíveis efeitos”.



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