Sonda Juno revela ciclones e forte campo magnético em Júpiter | Ciência e Saúde

Sonda Juno revela ciclones e forte campo magnético em Júpiter | Ciência e Saúde
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Estudos publicados na ‘Science’ são resultado de dados coletados desde julho de 2016, quando Juno se aproximou da atmosfera do maior planeta do Sistema Solar.

Estruturas de forma oval indicam existência de ciclones nos polos de Júpiter (Foto:  J.E.P. Connerney et al., Science (2017))Estruturas de forma oval indicam existência de ciclones nos polos de Júpiter (Foto:  J.E.P. Connerney et al., Science (2017))

Estruturas de forma oval indicam existência de ciclones nos polos de Júpiter (Foto: J.E.P. Connerney et al., Science (2017))

Um cenário caótico foi revelado a partir da observação privilegiada dos polos de Júpiter pela sonda Juno, que orbita o maior planeta do sistema solar desde julho de 2016. A existência de ciclones que chegam a 1,4 mil quilômetros de diâmetro e um campo magnético cerca de 10 vezes mais forte do que o da Terra foram algumas das primeiras conclusões tiradas a partir dos dados coletados por Juno. Elas foram descritas em dois estudos publicados na revista “Science” nesta quinta-feira (25).

A Juno é uma sonda enviada para o espaço pela Nasa em 2011 para explorar Júpiter. Depois de uma viagem de cinco anos, Juno finalmente chegou ao seu destino no ano passado e, desde então, tem orbitado o planeta. Ela tem ferramentas para estudar a atmosfera de Júpiter e analisar as luzes ao redor dos polos sul e norte do planeta. Se tudo sair como o previsto, a sonda completará 37 órbitas e terminará sua missão em fevereiro de 2018.

Um dos estudos divulgados nesta quinta-feira descreve as imagens dos polos de Jupiter feitas por Juno: elas revelam diversas estruturas em formato oval. Uma sequência de imagens feita ao longo do tempo indica que tratam-se de ciclones com diâmetro de até 1,4 mil quilômetro.

A mesma pesquisa revelou que o campo magnético de Júpiter é muito mais forte do que se acreditava: cerca de 10 vezes maior do que o campo magnético da Terra.

Imagem de Júpiter foi criada com informações coletadas pela sonda Juno (Foto: J.E.P. Connerney et al., Science (2017))

O segundo estudo diz respeito à magnetosfera de Júpiter, região em volta do planeta em que o campo magnético protege das partículas carregadas no vento solar. Segundo os pesquisadores, os dados coletados pela Juno ao atravessar essa região indicam que a magnetosfera de Júpiter está se expandindo.

O objetivo da exploração de Júpiter, segundo a Nasa, é entender como o planeta se formou e como ele se transformou ao longo do tempo. Isso ajudará a entender melhor nosso sistema solar.

Juno tem 3,5 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro e é movida a energia solar. Todo o programa custou US$ 1,13 bilhão. A Juno foi a primeira missão que levou uma nave movida a energia solar comandada a partir da Terra, além de orbitar de pólo a pólo de um planeta. Nenhuma outra sonda chegou, até agora, tão perto da superfície de Júpiter.

Ilustração mostra sonda Juno aproximando-se de Júpiter (Foto: Nasa)Ilustração mostra sonda Juno aproximando-se de Júpiter (Foto: Nasa)

Ilustração mostra sonda Juno aproximando-se de Júpiter (Foto: Nasa)



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