PF identifica depósitos de Cid para Michelle Bolsonaro

Mauro Cid teve conversas interceptadas em investigação da Polícia Federal
Redação BR24h.
  • PF identificou depósitos em dinheiro vivo de Mauro Cid para Michelle Bolsonaro
  • Mauro Cid está preso suspeito de articular esquema de fraude em certificados de vacinação da Covid-19
  • A investigação aponta que os depósitos usavam método comum em casos de "rachadinha" no País
  • O inquérito apura se os pagamentos seriam provenientes do desvio de recursos públicos do Planalto

A Polícia Federal identificou depósitos em dinheiro vivo do ajudante de ordens Mauro Cid para a então primeira dama Michelle Bolsonaro. O material faz parte da investigação que apura suspeita de esquema de desvio de recursos públicos e rachadinha no Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro.

Segundo a Polícia Federal, os repasses eram operados por Mauro Cid, preso suspeito de articular esquema de fraude em certificados de vacinação da Covid-19. Em mensagens no WhatsApp, foram identificados sete comprovantes de depósito em dinheiro vivo feitos por Mauro Cid que foram encaminhados a assessores de Michelle Bolsonaro. Os repasses totalizam R$ 8.600.

“A análise também identificou seis comprovantes de depósitos para a primeira-dama Michelle Bolsonaro no período de 8/3/2021 até 12/05/2021, realizados por meio de depósitos fracionados em caixas eletrônicos de autoatendimento e um comprovante de depósito em espécie, possivelmente no atendimento presencial. Os comprovantes foram localizados tanto no grupo de WhatsApp da Ajudância de Ordens da Presidência da República, quanto em trocas de mensagens”, escreveu a Polícia Federal.

Em conversas interceptadas pela investigação, Mauro Cid mostrou preocupação a assessoras de Michelle Bolsonaro com os pagamentos das despesas porque poderiam resultar em acusações de “rachadinha”. Ele orientou que as despesas fossem pagas em dinheiro vivo para evitar investigação pela PF.

A investigação aponta que os depósitos usavam método comum em casos de “rachadinha” com pagamento fracionados, em pequenos valores, para impedir o alerta aos órgãos de controle e a identificação de irregularidades.

“Esses depósitos ocorreram predominantemente de forma fracionada, ou seja, o depositante ao invés de utilizar um único envelope com a quantia desejada, fracionou o valor total em dois envelopes distintos, realizando os depósitos de forma sucessiva em curto espaço temporal (minutos)”, diz a investigação da PF.

Como os pagamentos foram em dinheiro vivo, não há a identificação da origem dos valores. O inquérito apura se os pagamentos seriam provenientes do desvio de recursos públicos do Palácio do Planalto.

Codevasf

A Polícia Federal ainda identificou uma empresa contratada pela Codevasf como a origem de recursos transferidos a um integrante do Palácio do Planalto responsável pelo pagamento de despesas de Michelle.

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